2008-05-16

Logo Mashups - More Commentary

Check also this great site. The origin of famous logos is "dissected" in a sardonic way. The blog defines itself as "lavishness of creativity based on others' lack of it."

Dentre os sites brasileiros que linkaram para cá, o número um do momento é o Blog do Tas. Os comentários lá estão ótimos.

Há uma diferença cultural clara entre nós e os estrangeiros, que se percebe pela interpretação geral da brincadeira. Em vez da tendência gringa de pensar no papel da marca para as empresas, nós aqui tendemos a pensar no papel da marca para o consumidor bombardeado pela propaganda.

Logo Mashups - Part 2























Part 1 is here.

Part 3 is here.

2008-05-13

Volkswagen - Anúncio de recall

Caro Blogueiro,

A Volkswagen do Brasil informa que há um “recall” os modelos Fox. Solicitamos a você, moderador do blog, que nos autorize a divulgar neste espaço o texto abaixo, com informações oficiais quanto à ação.

O “recall” envolverá a readequação do mecanismo de ampliação do porta-malas, que evitará equívocos na operação de rebatimento do banco traseiro.

Atenciosamente,
Central de Relacionamento com o Cliente
Volkswagen do Brasil

COMUNICADO VOLKSWAGEN

A Volkswagen do Brasil informa que, durante reunião com o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), Ministérios Públicos de São Paulo, Santa Catarina e Bahia, Ministério Público Federal e Procon de São Paulo, assinou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) pelo qual a empresa se compromete a realizar o recall do modelo Fox, readequando o mecanismo de ampliação do porta-malas.

Esclarecimentos adicionais sobre a ação estão sendo veiculados em todas as mídias. Além disso, estão disponíveis uma Linha Direta Especial pelo telefone 0800 019 8866 e um hotsite exclusivamente dedicado ao assunto no endereço www.vw.com.br/bancotraseirodofox.

Central de Relacionamento com Clientes.

Volkswagen do Brasil Industria de Veículos Automotores Ltda
Via Anchieta Km 23,5 CPI: 1048

Bairro Demarchi - São Bernardo do Campo - SP
CEP: 09823-901

2008-05-12

Logos Self-Service

You're short of money, short of time, but you've got to have a logo!

Os colegas nos fóruns de design gráfico frequentemente aparecem estarrecidos e ofendidos com o mais novo site que promete entregar o seu novo logo a um custo extremamente baixo e de um dia para o outro. Mas a moralmente discutível engenhosidade brasileira perdeu para os gringos desta vez. Confira só:



O cliente faz tudo sozinho em seu próprio browser. Escolhe um símbolo numa biblioteca, seleciona a tipografia numa lista, acerta a cor, combina tudo e obtém um resultado pronto em questão de minutos, pagando US$ 69.

Você deve estar com vontade de perguntar: a que ponto chegamos? Mas a questão é mais complexa do que aparenta.

Quem já mexeu com branding na vida real sabe a verdadeira luta que é impedir o desastre na criação de logotipos. O cenário típico é do cliente sem nenhuma cultura visual, sem saber expressar o que quer, porém com muita vontade de mandar e de se sentir dono do conceito. E o trabalho sempre tem um prazo quase impossível.

(A falta de auto-respeito generalizada dos designers em deixarem a situação de trabalho ficar tão ruim é assunto para um post futuro. Além disso, não estamos aqui para dizer que o cliente é estúpido. As coisas simplesmente acontecem dessa maneira.)

A automação completa do processo criativo, deixando a responsabilidade sobre o logo totalmente na mão do cliente, é uma evolução lógica inevitável. Quer gostemos dela, quer não. Mais de um designer já deve ter desejado uma forma de atender o cliente que não exija a fricção animosa de um contato direto em circunstâncias de trabalho desfavoráveis à criação decente. Pois aí está: o cliente se vira e a gente fatura! E mesmo que o resultado fique um lixo, o cliente é efetivamente o "pai da criança" - o que, no contexto da cultura corporativa brasileira, aparentemente vale acima de tudo.

Num sistema automatizado, o designer ainda pode ter uma participação positiva através do direcionamento prévio das escolhas do cliente. A biblioteca de símbolos pode ser de bom gosto e as opções tipográficas não devem permitir escolhas absurdas. O problema é que a variedade de combinações que poderiam funcionar em cada caso é muito grande. Se com o designer dirigindo o processo já tem tanto trabalho para decidir, como será a tarefa para um leigo?

Ironicamente, no pé do site há um artigo falando do profissional de branding. Dá quase para pensar que o site inteiro é uma pegadinha... ou então, que foi feito justamente para ser usado para "profissionais de branding" em busca de uma idéia rápida para revender a uma empresa. Aí, sim, eu pergunto: a que ponto chegamos?

2008-05-09

Decadência da Wired

Pouco tempo atrás, ao ler a péssima matéria de capa que a revista Wired publicou sobre a Apple ("Evil. Genius"), eu disse numa lista de discussão que ela era uma sombra do que já fora no passado.
Mas o que deve ter inflamado as emoções foi minha curta provocação: "A Wired virou uma outra Veja."
Alguém da lista praticamente me cobriu de pedras, com um argumento conformista e vagabundo: "Como ousa falar mal de fontes do mainstream, que todo mundo por aqui tem como referência?"

Eis uma página da Wired que ilustra bem minha opinião.

O staff da revista rebaixou-se a ter um chilique público de inveja do TechCrunch, estabelecendo um novo paradigma para "falta de classe" em sites noticiosos.
E, efetivamente, é o nível de texto que teria saído na Veja fácil, fácil.
Como eu dizia, a Wired hoje nem faz sombra ao que já foi. É uma lástima. Contraste isso com os seus 7 primeiros anos (de 1993 até o estouro da bolha em 2000). Eles erravam muito (como é que é, "New Economy"?... "Long Boom"?...), mas acertaram muito mais. Foi uma publicação que destilou o espírito da euforia digital dos inesquecíveis (para os geeks) anos 90.
Se arrependimento matasse.. Eu tinha uma coleção da revista desse período inicial e doei tudo sem real necessidade. Agora sinto falta de folheá-la. A versão atual, porém... Quando surge alguma reportagem bem-feita, ela também sai publicada na Web e não preciso gastar meu dinheiro nisso.
Pois é, rebanho hypeiro. Azar de vocês.

2008-05-06

Temas do "Palavra na Tela 2008"

Foto Joana Rocha

Como exercício preliminar para o painel do Digestivo Cultural, tentei responder previamente às perguntas básicas colocadas no site como temas para a discussão. Durante a conversa, os assuntos foram para um monte de outras direções interessantes e até renderam inspiração para uns posts futuros.

Como a grande mídia está se adaptando à internet?

O modelo de infra-estrutura básica já se estabilizou há algum tempo. Sites dinâmicos com atualizações assíncronas por múltiplas fontes simultâneas são a receita dos grandes portais de notícias. O que falta é superar o modelo do portal fechado, o "walled garden" com senha de assinante para poder acessar as matérias, que é velho e ineficaz. Já está claro também que não basta transpor o material de outras mídias para a Web, é preciso recriá-lo na sua linguagem própria e aproveitando seus recursos específicos.

Como é a transposição do papel para a tela (ou do rádio para a tela ou da TV para a tela de computador)?

Em relação a mídia impressa, a tela ainda não é um meio confortável ou natural para leitura. O hardware evoluiu consistentemente na última década, com tipografia e representação de fotos e vídeos muito melhores. É possível projetar sites sem se preocupar tanto com distorções e perdas na tela dos clientes. E as telas LCD de alta resolução cansam menos os olhos.
Ainda assim, não dá para comparar um aparelho eletrônico emissor de luz à pureza física do papel. Espero que a tinta eletrônica diminua essa distância. O Kindle da Amazon é um passo na direção certa, mas tem o jeito inevitável de um produto de primeira geração. Mas ele pode ser o primeiro aparelho eletrônico de leitura verdadeiramente bem-sucedido.
A transposição direta da TV e do rádio é tentada desde o começo da Web, nos anos 90. De fato (e isso soará como crítica), muitos sites da primeira geração produziram versões online de seus conteúdos de entretenimento que eram simples mecanismos de audiência passiva, exatamente nos mesmos moldes da TV e do rádio, sem incorporar dinamismo nem interatividade. O marketing de interrupção, que na Web é representado pelos anúncios pop-up, também tem sua origem na TV e no rádio.
A disponibilidade das tecnologias necessárias no browser, a emergência de um consenso universal de interface visual e a conexão de banda larga permitem colocar uma pequena TV dentro do site. Mas isso é só o começo. O público de Internet não espera ficar parado assistindo a alguma coisa passivamente. Ele quer rever, guardar o link, repassar, comentar, analisar, expandir, agregar ao seu site e até fazer um remix.
Confronte isso com o portal de provedor, que é uma versão do antigo modelo broadcast. Vejo muita gente usando os portais como página inicial do browser, desde os velhos tempos do Netscape. Esses portais ocupam no espaço mental do usuário o mesmo lugar que antes era do jornal do dia. Conscientes desse fato, os sites são formatados como jornais. A ironia é que o modelo do portal é a concepção mais velha e atrasada que sobrevive na nossa Internet, herança direta dos provedores de acesso pioneiros que usavam tecnologias fechadas, como AOL e Compuserve.
Reclama-se muito da baixa qualidade geral do conteúdo gerado pelos usuários, mas prefiro essa liberdade total de produção, em que cada qual se exercita, aprende e evolui, ao jeito como a comunicação de massa era antes da Web. Os obstáculos para a publicação individual de idéias eram tão grandes que talvez a nova geração não perceba isso muito bem.
Estão acontecendo duas mudanças importantes, que trarão impacto para todo o cenário. O primeiro é a expansão do acesso à Internet a uma população muito mais ampla, para quem até hoje o principal meio de comunicação de massa tem sido a TV, como era para todos há 30 anos. Em segundo lugar, uma nova geração de celulares e outros aparelhos de bolso com acesso à Internet, conectados a redes de alta velocidade sem fio a um custo razoável.

Quais as vantagens do formato blog (e quais as desvantagens)?

Para quem tem como principal atividade na Web escrever textos, o benefício do blog é a praticidade para fazer um site com publicação periódica funcionar com o mínimo possível de esforço técnico do autor. Além disso, o conteúdo de um blog se auto-organiza. O autor se concentra em criar e publicar conteúdo e administrar a sua repercussão.
Todavia, os blogs evoluíram de um simples ferramenta de publicação periódica de textos para um sistema de comunicação de mão dupla, em que a participação nos comentários acrescenta riqueza aos temas e gera conexões entre pessoas através do diálogo. Para mim, a adição dos comentários por volta de 2001-2002 foi um salto qualitativo enorme no blog e definiu muito melhor o seu propósito. Hoje, a característica participativa é tão essencial na experiência de uso da Web que é subentendida.
Um site moderno consiste numa combinação de vários "módulos de mídia". Dessa forma, blog "puro" hoje é difícil de exemplificar. O normal é a mistura de muitos módulos. Blogs podem conter clipes de vídeo do YouTube ou imagens do Flickr. Fotolog e Flickr são sistemas de blogs em que o conteúdo básico é a imagem, não o texto. Sites de rede social como o Facebook e o MySpace já incorporaram ferramentas de blog. O orkut pode integrar o conteúdo de um blog mantido externamente, bem como fotos e vídeos, além de oferecer links para chat ao vivo e até dar o nome da música que o usuário está ouvindo em seu PC.
É essencial o fato de que todo o conteúdo gerado pelo usuário pode ser comentado, vinculado e até copiado por outros usuários. Isso gera uma dinâmica de uso que é independente das ações dos administradores do site. O papel dos administradores é disponibilizar as ferramentas tecnológicas e garantir o funcionamento do sistema.
É preciso também incluir nessas considerações o Twitter. Microblogging, que tem sua própria dinâmica e linguagem, é essencialmente diferente de blogging por ser um sistema para recados e anotações rápidas e curtas. Mas esse tipo de mensagem já era praticado incidentalmente desde o princípio dos blogs. Muita coisa que se escreve hoje no Twitter saía em blogs, mas dava mais trabalho para publicar e não tinha audiência dirigida.

Todo jornalista, a partir de agora, tem de ser um pouco blogueiro?

Isso é igual a perguntar se todo motorista deveria ser um pouco motoqueiro. A distinção contém um erro conceitual, que é supor que os blogueiros são uma categoria de mídia distinta e definida, quando não são. Blogs são tão diversos quanto as publicações impressas.
O usuário de um sistema de blog não pertence a uma categoria social ou intelectual à parte. Tanto é assim que muitos dos melhores blogueiros em atividade são jornalistas de formação, que escrevem nos veículos tradicionais e nos blogs simultaneamente.
Não existe efetivamente uma "blogosfera"; o que existe são "nuvens" ou "panelinhas" de blogs identificados entre si por afinidades temáticas.
Se me apontarem que o assunto aqui é o cidadão que tira seu sustento de um blog, ainda não acho que ele seja essencialmente diferente de um colunista tradicional da mídia de papel.

O que falta à blogosfera brasileira?

No atual estágio, a Web sofre com muita discussão irrelevante e ruidosa criada por pessoas interessadas em experimentar o meio em si mesmo ou exercitar as suas faculdades sociais. Isso acontece porque para a maioria a Web é em primeiro lugar um meio de entretenimento interativo, não uma ferramenta de conhecimento. Não é errado preferir usar a rede de uma forma ou da outra, mas os diversos sites refletem essa diversidade em sua linguagem. Não perceber e não respeitar o enfoque próprio do site cria uma ruptura. É como um estranho chegar e interromper repetidamente a sua conversa aos berros.
Como o afluxo de novas pessoas à rede em um dado instante é maior do que a quantidade de usuários experientes, nós vivemos num permanente estado de "deslumbramento da novidade" e de caos parcial. Seria bom os veteranos da rede incorporarem um papel civilizatório, como é necessário com toda e qualquer nova tecnologia. Não se trata de tutelar os novatos, mas apenas de contribuir pelo bom exemplo.
Quanto aos autores de blogs, a Web brasileira ainda está muito cheia de sites que vivem apenas de repercutir o que acabou de aparecer escrito em outros sites. Mas o que as pessoas que usam a Web como ferramenta de conhecimento desejam encontrar é conteúdo original, seja uma informação totalmente inesperada ou uma opinião provocativa. Com o tempo, a audiência tende a se concentrar em torno desses autores. Quem se limitar a repetir os outros irá se cansar e sair de cena.

2008-05-05

Palavra na Tela 2008

Estarei no evento Palavra na Tela 2008, do Digestivo Cultural, que está rolando na Casa Mário de Andrade, em São Paulo. Participarei do painel "Internet, Jornalistas e Blogueiros".

Incidentalmente, vou finalmente conhecer o Luli Radfahrer, professor de design digital e colunista de longa data, e o escritor e editor Michel Laub, além do próprio Julio Daio Borges, com quem troco emails desde o começo deste blog em 2000.

Os temas do painel são os seguintes, e vou acordar do meu silêncio preguiçoso sobre o assunto para falar dele, lá no encontro e também aqui no site:

Como a grande mídia está se adaptando à internet?

Como é a transposição do papel para a tela (ou do rádio para a tela ou da TV para a tela de computador)?

Quais as vantagens do formato blog (e quais as desvantagens)?

Todo jornalista, a partir de agora, tem de ser um pouco blogueiro?

O que falta à blogosfera brasileira?

Pra dar um início no papo, eis um par de entrevistas do Luli contendo vasto insight sobre o funcionamento social da Web brasileira, sintetizado de forma impressionante em apenas algumas frases curtas.

Usando o monitor de pé

Quando trabalhei na Revista Náutica em 1992, o xodó da redação era um Mac IIci com um monitor monocromático Radius Pivot, cuja tela podia ficar de pé ou deitada. Graças a um sensor interno e ao driver de vídeo dedicado, a orientação da imagem mudava automaticamente ao girar o monitor com a mão. A vantagem do sistema era poder editar páginas inteiras no PageMaker ou Word em uma vista só, sem scroll.

Hoje, depois de esquecido por anos, esse recurso voltou timidamente em um ou outro modelo de monitor. Aparentemente não há grande demanda por ele. Mas o Windows Vista e o Mac OS X Leopard vêm com a capacidade de mudar a orientação da imagem em um simples menu no painel de preferências de vídeo.

O monitor que tenho ligado ao Mac ainda é um CRT tradicional. Experimentei acionar a orientação vertical (90 graus) nas preferências do sistema, deitar o monitor e usar o Mac dessa forma durante duas semanas. Veja o que constatei.



A resolução de imagem foi mantida no valor habitual de 1152 x 864 pixels, apenas com a largura e a altura trocadas entre si.
Nenhum dos programas deu qualquer tipo de pau de interface no Mac OS X.

Note que a proporção aqui é a tradicional de 4:3, não widescreen. Em widescreen, o sentido vertical ficaria comprido demais para ser útil em programas que dependem de paletas arranjadas nas laterais da tela. Outra desvantagem evidente é na hora de tocar ou editar filmes e vídeos. Mas num monitor 4:3 suficientemente largo, isso fica bem menos problemático, já que o pior que pode acontecer é sobrar espaço embaixo.







Muitas páginas Web cabem na largura de 864 pixels. Mas a largura de monitor mais usada atualmente é de 1024 pixels, e cada vez mais sites contam com isso. CNET, Wired, YouTube, Ars Technica esperam que o monitor tenha ao menos 1024 pixels de largura e não foram adequadamente exibidos. Outros, como Amazon, UOL e AppleInsider, ficaram perfeitamente encaixados.

Sites de notícias, blogs, clientes de email e outras aplicações com bastante texto e que normalmente requerem muita rolagem de tela ficaram incrivemente confortáveis no monitor vertical.



O programa de dicionário e os editores de texto também ficaram excelentes, assim como a leitura de uma página isolada de texto em PDF, um chat longo, o seletor de fontes ou a lista de músicas do iTunes com Cover Flow aberto. Nesses programas, não é preciso dar zoom nem rolar continuamente.











Os programas da Adobe em geral ficaram menos práticos, inclusive o InDesign, aplicação diretamente equivalente ao PageMaker que justificava usar um monitor vertical em 1992. A razão é que, apesar de quase todos os documentos impressos ainda serem em páginas orientadas verticalmente, é muito mais usual criar os layouts como páginas duplas.
Felizmente, a suíte Adobe CS3 tem um sistema de paletas que saem da frente do seu trabalho e não atrapalham a visão como acontecia com as versões anteriores. Mesmo assim, quando a barra de paletas está acionada, a área de desenho do Illustrator vira uma tripa. O ideal seria que a área de desenho se aproximasse de um quadrado, que é o que acontece com o monitor na posição convencional.



Os piores programas para usar na vertical foram o Google Earth e o Dreamweaver, devido à sua dependência de barras laterais largas. Na captura abaixo do Google Earth, simplesmente desisti de manter aberta a barra lateral.



A conclusão do experimento é que a orientação vertical é muito conveniente para trabalhar com Web e pode ser adotada o tempo todo, exceto durante a exibição de filmes em formato wide. Mas a resolução total deve ser de, no mínimo, 1024 x 1280 pixels, em vez dos 864 x 1152 que usei no meu teste. Mas, se levar em conta a resolução enorme dos filmes HD e rips de Blu-Ray, o meu próximo monitor terá de ter muito mais pixels ainda. O ideal absoluto seria ter dois monitores simultâneos, um permanentemente de pé e outro permanentemente deitado.

Outro problema, relativo ao CRT em geral, é que os pixels são ligeiramente desfocados no sentido mais comprido da tela; quando o monitor fica de pé, o efeito fica muito mais evidente, porque nosso olho não está acostumado. No LCD tanto faz, pois os pixels apresentam a mesma nitidez nas duas direções.